21.9.07

Carta aberta a uma familia religiosa

Decidi escrever-lhes esta carta, porque aprecio as vossas qualidades humanas. Considero-vos pessoas com uma educação admirável.
Quero agradecer a forma como me trataram a mim e à minha família. Já tive oportunidade de lhe dizer e repito, foi um privilégio muito grande poder trabalhar convosco durante sete anos da minha vida.
Como sabem sou evangélico e com certeza lembram-se das nossas conversas sobre Deus. Senti necessidade de vos contactar porque sinto que as nossas conversas foram inconclusivas e pouco objectivas, provavelmente por minha culpa por não querer misturar Deus com o trabalho, mas desta vez é diferente sinto que o que tenho para dizer é demasiado importante para ficar sem dizer, pedindo desculpa se de alguma forma, possa estar a ser incomodativo.
Sei que valorizam muito as tradições de família inclusive a religião e sei até que são fervorosos assistentes nas vossas paróquias.
Mas quero vos dizer abertamente que o ser praticante de uma religião, não é sinónimo de fazer a vontade de Deus e de ter comunhão com Deus. A religião é obra do homem, que se esforça com inúmeras obras para chegar a Deus, como por exemplo alimentar e vestir os mais carenciados, ou seja podemos mesmo dizer que a religião é humanismo disfarçado.
A vontade de Deus não é fazer o bem riscando do nosso dicionário o autor de todas as coisas, a vontade de Deus é fazer o bem como consequência Dele existir permanentemente na nossa vida. Não é possível alcançar o favor de Deus pelas obras, mas por crer em Deus criador de todas as coisas.
Quero-vos dizer que mais do que nunca a nossa sociedade precisa de ler a Bíblia e descobrir a verdadeira vontade de Deus para as suas vidas.
Assistimos a festas religiosas, que nada tem haver com Deus, ou seja deveriam até ter um sentido santo é por isso que lhes chamam “festa em honra do santo…”, mas de santo não tem nada! O que conta é ter música para dançar, muito álcool para beber e diversão, dando mostras de um cristianismo vulgarizado e paganizado.
Este é o estado a que chegamos enquanto as Bíblias estão no armário apanhado pó, sem que se descubra a verdade.
Possivelmente terão uma ideia diferente de Deus, quiçá pensam que Deus é um tirano, pronto a castigar a humanidade pelos seus actos maldosos, seja qual for a definição que tenham de Deus é importante conhecer a versão verdadeira e essa encontramos na Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada.
Mas afinal qual é a versão verdadeira?
Numa sociedade cada vez mais individualista, esta é uma pergunta pertinente e cada vez mais questionada, cada um constrói a sua verdade (se é que podemos chamar a isso verdade). Onde estão os valores absolutos? Onde está a verdade absoluta?
Toda a opinião que coloca Deus e a sua Palavra de parte, não pode ser considerada verdade, porque a revelação foi dada exclusivamente por Deus e está expressa na Bíblia Sagrada.
Agindo desta forma individualizada a humanidade continua ignorante em relação à vontade de Deus para com o homem. Quantos não buscam incessantemente o sobrenatural, de manhã na astrologia e à tarde no santuário? Nesta busca sem sentido o homem ficará ausente de Deus e não descobrirá nem viverá a verdade. E isto é o que de pior pode acontecer à humanidade, não por causa de Deus mas porque o homem o rejeita, preferindo criar Deus conforme a sua imaginação, adorando e prostrando-se diante de imagens que não tem valor algum. Está escrito no Evangelho de João “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo.4:24). Neste texto encontramos a forma correcta de adorar a Deus, ou seja não precisamos de ídolos feitos por homens, não precisamos de amuletos, precisamos de corações quebrantados disponíveis para lhe dar a honra e a adoração devida.
A versão verdadeira está escrita no Evangelho de João que diz que “Jesus é o caminho a verdade e a vida”, ninguém chega a Deus a não ser por Jesus. (Jo.14:6)
Jesus não é mais uma religião, não é um dos muitos caminhos. Ele é o único caminho, Ele é a direcção certa, Ele é a verdade que leva a encontrar a felicidade verdadeira, leva-nos a viver uma vida verdadeiramente livre. O buscar a Deus com sinceridade ou com boas intenções não chega. Por exemplo imaginem que estão em Lisboa e querem ir para o Porto e tomam a direcção de Faro. Podem ter boas intenções, podem ser muito sinceros mas jamais chegarão ao Porto. Aplicando esta ilustração, aprendemos que a fórmula certa de chegar a Deus é através de Jesus.
Provavelmente pode parecer invulgar a forma como eu afirmo esta verdade, podem até questionar, trata-se da verdade ou de mais uma opinião? Não, não é uma opinião é verdade e eu falo por experiência própria, Jesus não é um mito, Ele transformou a minha vida, Ele é um amigo, sinto o Seu poder, ajudando-me consolando-me, guiando-me, curando-me as enfermidades, Jesus existe mesmo.
Obviamente que muito ficou por dizer, mas não me vou alongar mais, peço-vos que reflictam e tomem uma posição, vencendo as ideias pré concebidas em nome da verdade. A verdade que liberta! A verdade que não dá uma felicidade aparente, mas eterna.
Para finalizar gostaria de vos deixar um versículo da palavra de Deus, deixando-vos desta forma um convite. Diz a palavra de Deus: “Mas a todos quantos o receberem deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus aos que crêem no seu nome”. (Jo.1:12)
Agradeço por se disponibilizarem a ler esta carta, desejando que creiam em Jesus, e desta forma possam alcançar a graça de Deus nas vossas vidas.



Com os melhores Cumprimentos

Pedro Filipe Ramos Cartaxo